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Controle de umidade nas vitrines dos desenhos de Candido Portinari: instalação e monitoramento do Higrom

No terceiro trimestre de 2016, o Museu Casa de Portinari passou a contar com mais uma importante ferramenta para conservação dos desenhos originais do artista: o Higrom

O item adquirido pelo Museu Casa de Portinari é um módulo desenvolvido pelo professor Saulo Güts, da Universidade Federal de Santa Catarina, capaz de fazer o controle da umidade relativa do ar em microambientes, oferecendo maior estabilidade aos objetos museológicos que necessitam ser expostos dentro de vitrines.

A regulação é feita por meio de tubos flexíveis conectados a um pequeno terminal, promovendo a troca gasosa dentro da vitrine, “expulsando” o ar úmido, a partir da leitura de um sensor instalado no interior da vitrine. Dessa forma, sendo o terminal pré-configurado em fábrica para tolerar um determinado nível de umidade, ele administra esses níveis, trabalhando com a expulsão (ou não) de ar.

A instalação foi realizada em duas vitrines, em caráter piloto, a partir das orientações do inventor do dispositivo, bem como de consultores de conservação e restauro do acervo do Museu. Foram necessárias adaptações, dentre elas, a completa vedação interna do móvel, para que não ocorresse troca gasosa que não fosse administrada pelo aparelho.

A configuração da vitrine e a posterior instalação do equipamento, apesar de relativamente simples, duraram cerca de um mês, incluindo momentos de estudo para melhor opção de acomodação do aparato.

Os termo-higrômetros, já usados amplamente nos diferentes ambientes do Museu, foram mantidos dentro das vitrines, para que a equipe de acervo pudesse continuar monitorando os níveis, checando, inclusive, a eficácia do módulo, que  tem sido confirmada: no primeiro mês após a instalação do Higrom, os níveis de umidade nas vitrines dos desenhos de Portinari ficaram entre 41% e 50% (variação de apenas 9%), contra 35% e 59% registrados no mesmo período no ambiente externo à vitrine (variação de 24%). No mês anterior, os níveis de umidade máxima e mínima registrados nas mesmas vitrines ficaram entre 49% e 75% (26%), e 44% e 72% (28%).

É importante ressaltar que essa estabilidade é essencial para manutenção da integridade física dos diferentes objetos museológicos. Oscilações da umidade, algo bastante comum na região em que o museu se encontra, são consideradas altamente prejudiciais, sobretudo para a conservação de papéis, podendo causar desidratação, acidez e perda de flexibilidade do material.

A instituição pretende, a médio prazo, estender os benefícios do uso de tais equipamentos às demais vitrines de sua área expositiva.

 

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