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De 1940 a 1945

Confira a linha do tempo sobre Candido Portinari, de 1940 a 1945.

1940

Portinari participa da Exposição de Arte Latino-Americana no Museu Riverside, em Nova York. Expõe com grande sucesso em Detroit e no Museu de Arte Moderna de Nova York. A University of Chicago Press publica “Portinari, His Life and Art”, o primeiro livro sobre o artista, com prefácio de Rockwell Kent e Josias Leão. Ilustra “A Mulher Ausente”, de Adalgisa Nery.

O artista com a esposa e filho - linha do tempo

O artista com a esposa e filho

1941

Em Brodowski, na casa de seus pais, Portinari passa a pintar uma capela para sua avó (“Capela da Nonna”), que doente já não mais podia frequentar a igreja.

1942

Passa vários meses nos Estados Unidos, pintando quatro afrescos para a Fundação Hispânica da Biblioteca do Congresso, em Washington D. C..
 Vê o quadro “Guernica”, de Pablo Picasso, que o impressiona profundamente. Ilustra o livro infantil “Maria Rosa”, da autora norte-americana Vera Kelsey.

1943

A pedido de Assis Chateaubriand, pinta uma série de murais para a Rádio Tupi do Rio, inspirados na música popular brasileira. Realiza nova exposição individual no Museu Nacional de Belas Artes. Ilustra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis.

Sobre a série “Os Músicos”, Assis Chateaubriand comenta “Grandezas e misérias do Brasil, sua sensibilidade, suas tragédias secretas, a contra-revolta obscura das suas classes desafortunadas, o frenesi dos sambas, dos batuques, o desengonço do frevo, a melancolia, sem azedume, dos negros e dos mulatos, (…) o tocador de flauta e o malandro dos morros, em toda essa comédia humana a paleta de Portinari deita cores imortais (…)”.

1944

Pinta três painéis para a capela Mayrink, Rio de Janeiro. Acaba de executar um ciclo bíblico, que Assis Chateaubriand compra e leva para a Rádio Tupi de São Paulo, onde a influência da “Guernica” de Picasso é visível. 
Trabalha com dois painéis da série “Retirante”. Pinta um mural e azulejos sobre a vida de São Francisco de Assis para a capela da Pampulha, em Belo Horizonte (MG).

1945

Portinari perde seu grande amigo Mário de Andrade. Faz uma “Via Sacra” para a capela da Pampulha. Filia-se ao Partido Comunista vendo na organização, mesmo clandestina, a chance de lutar contra a ditadura, a favor da anistia e de eleições. Nomes de grande prestígio junto à sociedade reúnem-se nesse partido. Candidato a deputado federal por São Paulo, Portinari perde as eleições. O PCB consegue eleger um senador (Luiz Carlos Prestes) e 14 deputados.