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De 1958 a 1962

Confira a linha do tempo sobre Candido Portinari, de 1958 a 1962.

1958

Expõe, inaugurando a Galleria Del Libraio, em Bolonha (Itália), os trabalhos com motivos de Israel, os quais mostra a seguir em Lima e Buenos Aires. É convidado de honra, com sala especial, na 1ª Bienal do México. No retorno de uma viagem pela Europa declara que passará a dedicar-se à poesia. É convidado para receber, em Bruxelas, a Estrela de Ouro. Seu pai, “Seu Baptista”, morre no Rio de Janeiro.

1959

Expõe na Galeria Wildenstein, em Nova York, e no Museu Nacional de Belas Artes, em Buenos Aires. A pedido da Librairie Gallimard, executa 12 ilustrações, em cores, para “O Poder e a Glória”, romance de Graham Greene. Ilustra também, com 30 gravuras, “O Menino de Engenho”, de José Lins do Rego. Pinta o mural “Inconfidência Mineira” para o Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais S/A, do Rio de Janeiro.

Na V Bienal de São Paulo, expõe 130 trabalhos.

1960

Após 30 anos de casamento, Portinari separa-se de Maria, que, assumindo mais que o papel de esposa, ajudava-lhe com os problemas do cotidiano, deixando-o livre para dedicar mais tempo ao seu trabalho. Mesmo separados, Maria continua a prestar-lhe assistência. Ainda para a Librairie Gallimard, ilustra os romances “Terre Promisse” e “Rose de September”, de André Maurois. Executa cinco painéis para o Banco de Boston de São Paulo: “Os Bandeirantes”, “Fundação de São Paulo”, “Colheita de Café”, “Transporte do Café” e “Industrialização”.

Expõe individualmente na Tchecoslováquia atual República Tcheca), em São Paulo e na Galeria Bonino, no Rio. É convidado a participar do júri da II Bienal do México.

Realiza-se em Moscou, uma mostra de fotografias de várias de suas obras. Nasce sua neta Denise. Feliz com o nascimento da neta declara: “Minha neta me libertará da solidão” (Poemas: cento e vinte e seis, 1960). A partir daí, passa a retratar sua neta em pintura e poesia.

Retrato feito de sua neta, Denise - linha do tempo

Retrato feito de sua neta, Denise

1961

Faz a última viagem à Europa. Encontra-se com seu filho João Candido, em Paris, revê amigos e lugares que muito lhe emocionavam. Sua saúde mostra-se mais uma vez abalada devido à doença que o atacara.

Juntamente com o amigo Eugenio Luraghi, planeja a exposição para o ano seguinte em Milão. Em julho, a galeria Bonino, no Rio de Janeiro, apresenta a última exposição do artista em vida.

1962

Envolvido no trabalho para a exposição de Milão, descuida-se de vez de sua saúde. Morre, no dia 6 de fevereiro, na Casa de Saúde de São José, no Rio de Janeiro. Seu corpo é velado no Ministério da Educação, de onde sai o enterro, com grande acompanhamento.

“Quando o esquife de Portinari saiu do Ministério, na manhã do dia 8, em carreta do Corpo de Bombeiros, dos edifícios envidraçados, do pátio do Palácio da Educação, das bancas de jornais, dos cafés em súbito silêncio diante da Marcha Fúnebre e do Hino Nacional, voltaram-se para o cortejo milhares de caras irmãs das que aparecem nos Morros, nos Músicos, nos Retirantes de Portinari. Milhares de anônimas criaturas suas disseram adeus ao pintor, miraram uma última vez o claro e sutil feiticeiro que para sempre se aprisionou em losangos de luz e feixes de cor. Como se no espelho apagado da vida do artista ardesse num último lampejo tudo aquilo que refletira durante a vida”.

(Antônio Callado)