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Sonhar o Mundo: cinco museus paulistas se unem para aproximar os Direitos Humanos dos cidadãos

O que são os direitos humanos e como eles se expressam na vida e no cotidiano das pessoas? Cinco museus da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo se unem para debater essas e outras perguntas na ação Sonhar o Mundo – Educando para a Diversidade. A iniciativa conta com apoio da Defensoria Pública do Estado e será realizada entre os dias 8 e 13 de dezembro de 2015, em comemoração ao Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12).  

 Museu da Imigração, Museu da Diversidade Sexual, Memorial da Resistência, Museu Afro Brasil e Museu Índia Vanuíre (em Tupã) terão visitas educativas temáticas, palestras, oficinas e exposições, com o objetivo de aproximar os visitantes do tema, trazendo experiências que provoquem a reflexão e novos olhares sobre a diversidade cultural.

A iniciativa reconhece que os museus contribuem para a formação de uma mentalidade coletiva, sensibilizando para a solidariedade, o respeito à diversidade cultural, o combate ao preconceito, a discriminação e à violência. “Essa ação parte da premissa de que os museus são espaços privilegiados para questionamento, reflexão e transformação social por meio da arte, da história e do conhecimento”, afirma a Coordenadora da Unidade de Preservação do Patrimônio Museológico (UPPM), Renata Motta.

A programação de Sonhar o Mundo é transversal e foi pensada especialmente para criar conexões entre as questões tratadas pelos cinco museus, de forma a demonstrar, na prática, um olhar múltiplo e profundo sobre os direitos humanos. Os outros 14 museus da Secretaria.

Durante a semana, os cinco museus que protagonizam a iniciativa realizarão juntos uma oficina de arpillera, técnica coletiva chilena de bordado, com participantes convidados ligados aos movimentos sociais relacionados aos temas de cada um dos museus, como representantes das comunidades indígenas Krenak e Kaingang, dos novos movimentos migratórios, ex-presos políticos e movimento LGBT.

A arpillera surgiu durante a ditadura no Chile como uma forma de denunciar a violência do regime: por trás de cada painel bordado, ia um envelope escondido com denúncias por escrito. Com o tempo, as denúncias passaram a ocupar o próprio tema dos bordados. Para a ação Sonhar o Mundo, será realizado um painel narrativo que deverá integrar sob a ótica dos direitos humanos os temas tratados pelos cinco museus: democracia, questão racial e indígena, imigração e diversidade sexual.

O Museu da Imigração receberá a mostra de fotografias Todos podem ser Frida, realizada pelo Museu da Diversidade Sexual. Pessoas de várias nacionalidades foram fotografadas na Estação República do Metrô pela artista Camila Fontenele de Miranda, vestidas e maquiadas como a pintora mexicana Frida Kahlo, o que propôs reinterpretações sobre os gêneros. Agora no Museu da Imigração, a mostra também poderá refletir sobre origem geográfica dos participantes.

No Museu Afro Brasil, a mostra As aventuras de Pierre Verger servirá como mote para discussão sobre imigração em todo o mundo. No dia 10/12, o Museu estará presente no bairro de Parelheiros, zona sul da capital, em um encontro com moradores da região, por meio do Projeto Akpalô para discutir estratégias e ações que tenham como foco as conexões entre direitos humanos e relações raciais na região.

Visitas temáticas farão conexões entre direitos humanos e relações raciais no Brasil, tendo por referência temas abordados pelo acervo do Museu como resistência e liberdade de culto à religiosidade afro-brasileira, processos de formação da identidade brasileira considerando conflitos, contradições e amálgamas entre negros, brancos e indígenas. Dia 12/12, o Museu realizará também uma mesa de debates com o tema Direitos Humanos, cultura e resistência, com Luís Carlos Santos e Vagner Gonçalves.

Já o Memorial da Resistência fará, no dia 12/12, uma Mesa-Redonda sobre Direitos Humanos – conquistas e perspectivas: para Crianças e Adolescentes, população LGBT e  resistência política. Ao longo da semana, as visitas educativas serão temáticas, abordando temas como “movimentos de mobilização racial negra”, censura e repressão aos movimentos sociais.

O Museu Índia Vanuíre fará a exposição “A presença do Movimento Negro em Tupã” entre os dias 7 e 13 de dezembro. A mostra temporária reunirá objetos, fotos, textos e grafite, compondo um conjunto que realça e promove as ações de 10 anos da ONG UMONT – União do Movimento Negro com Todos. Também será realizada a mesa redonda “Direitos Humanos: Histórias e Memórias”, com representantes de diversos segmentos sociais (afro, indígena, representantes do Conselho Tutelar e da OAB, entre outras associações).

Com o intuito de tornar contínuo o debate sobre os direitos humanos e envolver o público, no dia 8 de dezembro, a Secretaria e os museus participantes convidam as pessoas a postarem fotos utilizando a hashtag #sonharomundo, na mídia social Instagram. As fotografias poderão abordar qualquer aspecto dos direitos humanos, entendidos como desejo ou caminho para um mundo melhor.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA: http://migre.me/sgUeM

 Programação dos museus da UPPM para Ação Integrada para os Direitos Humanos – #Sonharomundo

Data: 08 a 13 de dezembro de 2015.

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