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Equipe técnica do Museu Casa de Portinari participa de Simpósio de Conservação

Em decorrência do trabalho realizado no Programa de Acervo Institucional, no fim do ano de 2016, a equipe técnica do Núcleo de Acervo do Museu Casa de Portinari foi convidada a participar do III Simpósio SENAI/ABER de Inovação, Desenvolvimento e Tecnologia na Preservação de Acervos, realizado na sede da Escola SENAI Theobaldo De Nigris, em São Paulo.

O evento, fruto da parceria entre o Núcleo de Conservação e Restauro Edson Motta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e a Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER) – ambas instituições referência nas áreas em questão – aconteceu em dezembro de 2016 e contou com professores, alunos, técnicos e pesquisadores de conservação e restauro e demais áreas afins de todo o território nacional.

Os eixos temáticos do simpósio compreendiam a Ciência da Conservação; Conservação Preventiva; Conservação-Restauro de Bens Culturais; Gerenciamento de Preservação e Manutenção de Coleções; Políticas de Segurança; Políticas Públicas de Preservação do Patrimônio; Preservação e Sustentabilidade; Segurança no Trabalho e Formação Profissional.

O objetivo do evento foi promover a discussão, fomento e difusão do uso dos recursos científico-tecnológicos nas diversas atividades ligadas ao universo da preservação e também fazer um balanço crítico relativo aos recursos usados no Brasil: o que está sendo produzido, adaptado ou criado quanto aos procedimentos de conservação e preservação. Outro foco foi discutir inovação, ciência e tecnologia aplicadas à preservação, mas também desmistificar os conceitos “inovação” e “tecnologia” enquanto algo difícil de ser implementado.

A equipe técnica do Museu Casa de Portinari compartilhou a experiência e os primeiros resultados da implantação do sistema Higrom em duas vitrines de desenhos originais de Candido Portinari, em junho de 2016.

Além de uma explanação geral sobre o trabalho técnico no Museu Casa de Portinari e de um detalhamento das fases de implantação do equipamento, a equipe exibiu dados obtidos a partir do monitoramento ambiental que demonstraram melhorias significativas na climatização das vitrines dos desenhos, proporcionando maior estabilidade para a conservação das obras do artista.

“Poder não só apresentar os resultados, como também interagir sobre esse trabalho com os participantes do evento é certamente uma experiência essencial para a continuidade das ações de conservação do Museu”, afirma Matheus Maia, assistente de acervo da instituição.

“A implantação do Higrom em si já foi incrivelmente proveitosa por envolver profissionais de diversas áreas do conhecimento, como conservadores, restauradores, técnicos e gestores da coleção”, afirma Mônica Sestari, assistente de acervo do museu que lida diretamente com a coleção da Casa de Portinari, “a possibilidade de contribuir com outros públicos que tenham interesse semelhante e ouvir pessoas que pesquisam e trabalham nesse setor com maestria foi algo importante e que aprimora o trabalho técnico do setor”, finaliza.

O Museu deseja ampliar o projeto para as demais vitrines, estendendo os benefícios oferecidos pelo terminal às condições dos objetos que se encontram em exposição. Com isso, certamente, novos conteúdos acerca da conservação da coleção serão gerados, processados e disseminados ao público.

 

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